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Inovação pós-covid: o Brasil e o resto do mundo

Inovação pós-covid: o Brasil e o resto do mundo

A taxa básica de juros no Brasil, apesar de ser uma das mais altas do mundo, se encontra no menor patamar da história. Vários investidores estão buscando investimentos alternativos e neste sentido pode ser uma boa chance para o país.

As empresas de tecnologia, em especial startups do Vale do Silício, costumam ter suas ações múltiplas vezes valorizadas em valor de mercado se comparadas às empresas tradicionais - sobretudo em função das  expectativas de crescimento de seus clientes e retorno; segundo o economista Ricardo Amorim haverá uma bolha de tecnologia que poderá estourar, embora não se saiba quando. 

Enquanto isso o Brasil ainda engatinha quando falamos de startups se comparado às grandes potências. Há ainda grandes desafios internos, parte em função do baixo investimento do governo destinado à educação se comparado a outros países, e agravado pela concentração de renda, onde o rendimento médio mensal de trabalho da população 1% mais rica foi quase 34 vezes maior que o da metade mais pobre em 2018, segundo o IBGE. 

Por um lado, a crise da covid agrava o contexto econômico em dimensões que não sabemos ainda mensurar, fazendo com que a concentração de renda seja maior e prejudicando o país como um todo, especialmente os menos abastados. Além disso, o cenário político é instável e demanda observação. 

Por outro lado muitas empresas existentes estão se reinventando durante a pandemia, buscando novas formas de trabalho e novos modelos de negócios para sobreviverem: novas demandas estão surgindo, novas dores a serem solucionadas e nunca houve um ambiente tão propício para deixar a criatividade fluir, favorecendo a inovação. 

Ou seja, em um ambiente de juros extremamente baixos, com um cenário propício à inovação, apesar de complexo política e economicamente, quem sabe não é a hora do Brasil?  

Governança & Nova Economia
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