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Como o Vale do Silício está reagindo à epidemia da Covid-19

Como o Vale do Silício está reagindo à epidemia da Covid-19

Nos Estados Unidos, a Califórnia é, sem dúvidas, uma das localidades mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Já são, no estado, cerca de 722 mil infectados pela doença – e contando. E a região da Bay Area, onde fica o Vale do Silício, não passou imune ao surto do coronavírus, com mais de 85 mil casos de infecção registrados até agora. Tendo isso em mente, como será que o mais conhecido hub tecnológico do mundo tem lidado com a epidemia?

O primeiro ponto que merece destaque diz respeito à área que foi uma das que mais rapidamente precisou se adaptar aos novos tempos: a educação. O Vale possui um estreito relacionamento com as instituições de ensino localizadas na Bay Area, em especial a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Universidade Stanford e a Singularity University. Essa relação é crucial para fomentar a inovação. 

Segundo relatório divulgado em maio por diversas agências internacionais, incluindo a Unesco e o Banco Mundial, cerca de 1,6 bilhão de estudantes no mundo todo foram afetados pela pandemia. Assim que a pandemia estourou, a Faculdade de Medicina de Stanford recomendou a suspensão das aulas e o fechamento das escolas. Em poucos dias, a Universidade e escolas secundárias locais já haviam adotado as aulas online.

E não demorou para que o governo da Califórnia replicasse a medida em todo o estado. Isso acelerou a tecnologia relacionada às aulas à distância e conteve a propagação do vírus - certamente os números seriam muito maiores se a solução não tivesse sido tomada.

Nessa mesma pegada, as empresas rapidamente dispensaram o trabalho presencial e adotaram o home office, que tem tudo para ser mais utilizado amplamente no pós-pandemia. Promover o distanciamento ainda no estágio inicial da epidemia foi um grande diferencial. E até mesmo espaços sociais têm sido recriados online, como aulas de ioga e outros tipos de treinamento que eram oferecidos presencialmente aos funcionários nas companhias.

Ainda, outra epidemia verificada no momento, mais do que a doença em si, foi a epidemia das fake news – pesquisa divulgada pela Avaaz recentemente apontou que cerca de 110 milhões de brasileiros acreditam em pelo menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. Várias empresas do Vale do Silício se comprometeram combater a desinformação a respeito do coronavírus em sua plataforma, a partir de ações que vão da remoção de anúncios ilegítimos até a sinalização de conteúdo falso. Esse ponto levanta diversas discussões sobre quem teria o "poder" de decidir o que é fake ou não, que até já discutimos na comunidade, mas mostra também a preocupação das Big Tech em manter seus usuários bem informados.

Esses são apenas alguns pontos que merecem ser citados. Na última semana tivemos um bate-papo interessantíssimo com brasileiros que atuam no Vale sobre essa questão. Ele está disponível em uma edição do Speed & Some Control, na Gazeta do Povo. Confira no vídeo a seguir!

 

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